segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Turn me off

Véspera de Natal...

Se tem alguma coisa que eu não sinto, agora, é estar confiante.

Estou com saudade de alguém que eu nem sei quem é, e nem sei se saberei algum dia.

Um vazio existencial súbito e inexplicável.

Estou começando, simplesmente, a desistir e me entregar.

Você pode até estar me achando meio exagerado.

Mas eu acho que a palavra correta seria descrença.

Descrença na vida.

Descrença no amor.

Justamente quando o Natal deveria ser uma data, onde seria celebrado os opostos destes valores...

Irônico não?

Talvez...

Francamente, eu não me importo mais.

O que eu sinto é que a vida de todo mundo caminha

e a minha não dá um passo.

Quando me iludo pensando que progredi...

...retrocedi.

É, acho que a solucao do momento é uma bebida...

Na falta desta, vou dormir

Boa Noite.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Vacations after all...

Acabooouu!!!

Depois de 10 sofridos meses, enfim, ÓCIO!

Que saudades de acordar de 11 da matina, virar pra um lado, virar pro outro, olhar pra cima, piscar algumas vezes e pensar: hoje eu não tenho porra nenhuma pra fazer, CARALHOOO!!!

(ok, eu exagerei, foi a emoção do momento...)

Rsrsrsrs( risadinha nerd/intelectual)

Eu sei que ultimamente tenho escrito poucas coisas úteis, mas é que leva um tempo pra esvaziar a cabeça e daí começar a produzir algo de fato interessante, então, perdoem-me...

Esses dias tão sendo mais úteis para por as inutilidades em dia mesmo. Seriados (Alias, Ugly Betty, Prison Break...), livros (eu sou o único que ainda não descobriu o destino de Harry Potter?? E sim, eu leio e você não tem nada haver com isso!), música (alguém ai curte a Amy Winehouse?), entre outras atividades tão inúteis quanto as já citadas.

Bom, vou indo nessa que a vida me chama, e como dizia Björk, There's More To Life Than This.

Beijoos, a gente se vê em algum lugar da cidade por ae.


*pra não deixar o post totalmente inútil, alguém ai já viu o trailer do novo Batman?Muiitoo do caralhoo! Confira aqui!



domingo, 18 de novembro de 2007

Porque eu tenho que criar um título para este post?

Ok, eu desisto.

Eu me convenci que não consigo ser criativo e ser vestibulando ao mesmo tempo. Então, como a segunda opção está perto do fim (Domingo que vem é a primeira fase da UFPE), decidi suspender temporariamente as atividades deste blog até o dia 17 de dezembro, o dia da famigerada (ou não) segunda fase.
E assim, como a falta de criatividade ainda impera sobre este pseudo-blogueiro que vos fala, vou dedicar este post a um dos blogs que é sem dúvida um dos melhores e mais bem pensados da internet.

http://www.postsecret.com/

Em poucas palavras, o blog é fruto de pensamentos/desejos/confissões de pessoas que vivem em vários países e que mandam cartas para Frank ( o administrador do blog) que posta todo domingo novas cartas enviadas. O blog é bem famoso, e já possui inclusive diversos livros publicados (são como uma coletânea dos melhores segredos já postados.)

Sem mais definições, vou postar alguns dos segredos do blog que tenho salvo aqui no computador, espero que quem não conheça curta o site.

Abraços para todos, me desejem sorte e até em breve!


P.S: Dia 04/12 é meu aniversário e quem quiser comemorar comigo está desde já convidado. Estarei na Católica fazendo vestibular da UPE, provavelmente numa saleta quente, abafada e cheia de vestibulandos acuados e nervosos. Aguardo a presença de todos vocês lá!
























































domingo, 30 de setembro de 2007

"Minha Vida"

Deus me chamou para jogar um jogo.

Chamava-se “Minha Vida”.

Eu topei jogar numa boa.

E desde que me entendo por gente eu estou jogando.

24 horas por dia.

Sete dias por semana.

Freneticamente.

Sem parar.

Não posso dizer que tudo são flores,

De que não tenho minhas más rodadas e que simplesmente, me canso de jogar.

Quando tudo que eu mais gostaria era olhar para Deus e dizer “ok, eu perdi, desisto, posso voltar pra casa agora?”.

Mas eu não posso.

Mas eu não vou.

Porque eu sei que se os dados não me foram muito felizes nesta rodada,

Na próxima tudo poderá melhorar.

Ou não...

É isso que me mata.

O que eu não daria em troca da certeza da minha felicidade?

Em troca da certeza de que no final da vida eu seria o vencedor que voltaria para a casa de cabeça erguida e peito estufado.

Mas como tal certeza não me é possível, eu continuo a jogar.

E jogo, e jogo, e jogo...

Até o ponto quando eu me dou conta da real intenção deste jogo.

No qual o perdedor será aquele que viverá na ilusão de que o grande prêmio será entregue apenas no final,

E perderá sua vida a espera de uma recompensa que nunca virá porque não soube jogar.

E que quando na verdade tal prêmio está sendo entregue agora, em minúsculas parcelas no decorrer de todas as rodadas.

E que é preciso ser um expert no jogo para agarrá-lo.

Tal prêmio chama-se felicidade.

Não aquela Felicidade Utópica tão sonhada e pintada por todos,

Mas a felicidade efêmera, que se distribui heterogeneamente no decorrer do jogo.

E é tal heterogeneidade que me faz jogar,

E é a consciência da existência da tal que me torna um vencedor.

sábado, 1 de setembro de 2007

Fora de Foco

Sabe aqueles dias em que, surpreendentemente, a TV está repleta de programas bons? E ai você tem que decidir-se entre diversos canais qual é aquele que você vai realmente assistir?E como às vezes, você simplesmente fica zapeando entre um e outro e acaba não assistindo nada?Pois é, é exatamente assim que estou me sentindo agora.

A sensação do dia é de água escorrendo entre os dedos... Quantas oportunidades afinal um ser humano é capaz de perder?

Em meio há tanta desordem no meu PC, acidentalmente abri uma foto. E a partir dela eu fui remontando mentalmente o momento. Eu sinto falta dos meus antigos problemas...

E por um instante eu consegui sentir novamente aquele sentimento de que tudo estaria seguro novamente... Por um instante, quase um milésimo de segundo... Quase!

No fundo sei que a minha pendência é com o agora. É de estar perdendo tempo hoje, não ontem, e não amanha. Tenho medo de ficar zapeando entre as minhas escolhas e perder meu foco. Mas...

Qual é o meu foco?


domingo, 26 de agosto de 2007

Toc Toc Toc

Tem alguém ai?

Esse blog ainda vive?

Alguém ainda o acessa?

O Blogueiro responsável ainda tem idéias para algum texto qualquer?

Não, não e não... O blogueiro deste blog está preso em um mundo onde impera a falta de criatividade e o excesso de repetições (há-há-há, se fudeu! ¬¬).

O que fazer então?

a) Destruir o blog (sei que secretamente muitos assinalarão esta)

b) Abandoná-lo para todo o sempre, amém. (ou quem sabe esta)

c) Repetir idéias (não, ninguém marcará essa)

d) Meu irmão te vira aí, mas poste qualquer coisa! (Definitivamente, ninguém marcará essa)



e) N.D.A (deixe a sua sugestão)

Pois é, primeiramente peço desculpa a vocês, parei de frequentar muitos blogs que costumava freqüentar, ninguém me disse que meu tempo se reduziria tanto nessa época de pré-vestibular (mentira, até disseram mas eu não quis acreditar).

Que vontade de me meter no meio das cobertas e assistir Chaves inocentemente, igual antigamente, quando tinha lá pelos meus 12 anos e vestibular ainda era algo quase inexistente na minha vida... =T

Ah, hoje tem Enem (prova na qual pode ser equipara a grossura do antigo testamento) e, pra não dizer que desgraça pouca é bobagem, eu ainda to aqui fudido de gripe, com a garganta podre e com o corpo quente (da maneira mais negativa da palavra).

Quero nem saber, irei levar meu estoque de lenços e pastilhas Benalet e, não pensarei duas vezes antes de assoar meu nariz de 5 em 5 minutos durante a prova, contaminando assim, todos os fiscais e pessoas que farão prova comigo naquela saleta pequena e apertada da Esuda ( risada maléfica ecoa pelo blog no final deste parágrafo).

É isso então meu povo, quando alguma idéia extraordinária me ocorrer (aceito sugestões) eu volto aqui pra postar, ou seja (cerveja!), até 2008!

Bom Enem pra mim e bom final de semana pra vocês

Abraços (sem beijo hoje porque não ser responsável por deixar ninguém doente)

Atchin!

PS: Desconsidere a dramatismo do autor, ele pode, ele está doente



quarta-feira, 18 de julho de 2007

Epitáfio

Eu hoje iria fazer um post tipicamente positivo, mas, infelizmente, estou sendo obrigado a deixá-lo para outra ocasião.

Há cerca de 2 horas, como todos já devem saber, houve um acidente aéreo envolvendo o avião da TAM em São Paulo. 156 passageiros, 6 tripulantes, 14 funcionários, mas acima de tudo, 176 vidas estavam a bordo deste avião que se chocou com o depósito da TAM Express.

No momento em que vi a reportagem na TV hoje à noite, lembrei-me do acidente da Gol no ano passado. Recordei-me das imagens dos familiares desesperados por notícias dos seus entes nos aeroportos. Recordei-me de ver os profiles daqueles que morreram no Orkut e constatar que eles eram pessoas tão vivas quanto eu.

E aí que hoje tudo voltou.

Novamente me dou conta que eu poderia estar naquele vôo ou que nele poderia estar algum parente ou conhecido meu. Constatei novamente que aquelas pessoas que hoje morreram também eram vivas igual a mim. Tudo tinha tornado-se novamente horrivelmente surreal.

Meu post de hoje veio ser escrito por conta da necessidade que senti de concretizar aquilo que eu sempre tomo consciência na ocorrência das grandes tragédias: a nossa volatilidade nesta vida.

Pare agora.
Olhe o que você tem feito da sua vida e qual seria a sensação se a sua vida simplesmente acabasse neste instante.

Qual é a sensação?

Não vou especular sobre quais seriam suas sensações, afinal de contas, cada um aqui sabe o que sentiu. Mas o meu, devo admitir, foi de certa inutilidade misturada com uma incômoda sensação de serviço inacabado.

Penso como poderia ter feito coisas que deixei de fazer por desleixo, dito o que deixei de dizer por puro medo do que iria ouvir, roubado aquele beijo que tanto desejei mas não roubei por ser acanhado...
Acho que seria o momento perfeito para citar a música “Epitáfio” dos Titãs, minha sensação basicamente se resumiu nela.

Espero sinceramente que cada um de nós esteja sabendo como está conduzindo sua vida. Eu obviamente em muitos momentos erro na condução da minha, mas, diante de acontecimentos como esse, eu tento ao máximo voltar a minha rota, espero que vocês também tentem.

Que Deus receba e abençoe todos aqueles que foram vítimas do acidente e que Ele conforte cada um daqueles familiares que tanto precisam Dele neste momento.

Vamos orar minha gente, é tempo.

Fiquem com o Pai.